MINISTÉRIO DETERMINA REALIZAÇÃO DE TESTES-SURPRESA EM BENEFICIÁRIOS DO PROGRAMA FEDERAL

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O Ministério do Esporte divulgou em março os nomes dos 3.165 atletas contemplados com o direito ao Bolsa-Atleta, programa de transferência de verba do governo federal para os competidores. Mas, ao assinarem o termo de adesão, os esportistas encontraram uma nova regra: a partir deste ano, sempre que requesitados, terão de realizar testes antidoping.

Com verbas do próprio órgão estimadas em R$ 1,8 milhão, a blitz antidoping deve entrar em funcionamento a partir do segundo semestre. De acordo com Marco Aurélio Klein, diretor da Secretaria Nacional de Esportes de Alto Rendimento (órgão responsável pelo programa), os testes serão realizados fora de competição, com análise de urina ou sangue. “A ideia é submeter toda a lista a pelo menos um exame durante o período de vigência do contrato. Ou seja, um ano.”

Os bolsistas enquadrados nas categorias olímpica e paraolímpica serão prioritários, mas jovens atletas, da categoria estudantil, também serão testados. “Esta é uma mensagem forte de compromisso do governo com o jogo limpo”, afirma Klein, ressaltando o “recado” enviado aos atletas que utilizam verba pública para dar sequência a seus treinamentos. Cerca de R$ 51 milhões sairão dos cofres federais para o pagamento do benefício.

Klein nega que a inovação seja, também, um “recado” à Agência Mundial Antidoping (Wada), que vem cobrando esforços do País no combate ao doping. Tampouco, uma resposta aos vários testes positivos do ciclismo brasileiro. Mas, por coincidência, o anúncio da obrigatoriedade dos exames no Bolsa-Atleta foi feito no mesmo dia em que a ESPN Brasil divulgou o escândalo do doping na modalidade.

Logística. O Ministério do Esporte pretende contar com o apoio das confederações nacionais para realizar as coletas em todo o Brasil. As análises serão realizadas no Ladetec, laboratório da UFRJ credenciado pela Wada. A centralização do esporte de alto rendimento no País, entretanto, é um ponto favorável para a operação. Segundo dados do Ministério do Esporte, 77% dos beneficiários vivem nas regiões Sul e Sudeste.

Grande parte das confederações se limitam a fazer os testes obrigatórios em competições. Alegam que os testes fora de competição são inviáveis, seja por problemas logísticos, seja por questões financeiras. Os defensores de uma política antidoping eficiente afirmam, porém, que as amostras de qualidade são conquistadas, justamente, nestes períodos.

De olho. 3.165 atletas foram contemplados para o programa em 2011. 1,8 milhão é o valor para os testes.

Veículo: O Estado de São Paulo – Colaboração: Evaldo Carvalho

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