A IMPORTÂNCIA DA ARBITRAGEM EM UMA COMPETIÇÃO DE TIRO ESPORTIVO

Facebook
WhatsApp
Email

O trabalho da arbitragem é fundamental para o sucesso da competição. Que o diga Wissam Elias Maalouf, diretor de arbitragem de Carabina e Pistola da CBTE e árbitro chefe da ISSF World Cup Rio de Janeiro, que será realizada de 9 a 19 de abril. Libanês de nascimento, mas também com a cidadania brasileira, Wissam, de 51 anos, iniciou no Tiro Esportivo como atleta em 1998. Dois anos depois passou a ser dirigente e, em 2001, tornou-se árbitro, após fazer um Curso Internacional durante uma competição em Fortaleza.

“Nesses 21 anos procurei estudar e aprender ao máximo sobre arbitragem. Mas também tive a facilidade por falar cinco idiomas, desenvoltura na comunicação e desembaraço para fazer amigos. E o mais importante: gostar da atividade”, diz o dirigente, que teve a oportunidade de trabalhar nos Jogos Rio 2016, em quatro edições dos Jogos Pan-Americanos, Jogos Sul-Americanos, Campeonato Americano de Tiro, Copas do Mundo (entre elas Alemanha, México e Brasil), e, recentemente, como delegado técnico da Copa Sudamericana na Argentina.

Com autoridade e experiência internacional, Wissam faz questão de destacar a importância da realização, pela segunda vez nos últimos três anos, da ISSF World Cup Rio de Janeiro, no Centro Militar de Tiro Esportivo.

“Já que vai ser no Brasil, a competição vai trazer visibilidade, mais exposição na mídia, maior conhecimento do nosso esporte e um poder de atração sobre novos praticantes. Além disso, mexe com todos os setores do esporte: administrativo, atletas e arbitragem. Todos vão ter a experiência de praticar e se integrar numa competição realizada em casa. A manutenção do polígono de tiro também ficará em dia. No caso específico da arbitragem, vamos ter a oportunidade de trocar experiência, além de ficarmos mais atualizados”, acredita.

Segundo Wissam, o trabalho do árbitro numa competição é fundamental porque é ele que vai fazer o evento acontecer. Mas faz questão de esclarecer que o árbitro, acima de tudo, é um voluntário, porque ninguém vive de arbitragem.

“O árbitro está lá porque quer, porque gosta, porque ama essa função. E é um trabalho duro que começa às 7 horas da manhã. Nós somos os primeiros a chegar e os últimos a sair do local da prova. Vamos ter dias de trabalho de até 14 horas. O árbitro é o responsável por aplicar o regulamento da prova e manter a igualdade entre os competidores”, explica.

A Copa do Mundo no Rio de Janeiro terá a participação de 44 árbitros, sendo 33 brasileiros e 11 estrangeiros nas mais diversas funções: Jury Members (supervisionam e aplicam o regulamento) ou Ranger Officers (conduzem as competições) distribuídos em quatro estandes: 10m, 25m, 50m e finais, que geralmente são divididos em equipes de quatro a cinco árbitros por setor. Também haverá árbitros responsáveis pelo controle de equipamento e pela apuração e publicação dos resultados (Results, Timing and Score – RTS).

A ISSF World Cup Rio de Janeiro de Rifle e Pistola é uma realização da Confederação Brasileira de Tiro Esportivo (CBTE), com o apoio do Comitê Olímpico do Brasil (COB), da Companhia Brasileira de Cartuchos (CBC) e do Exército Brasileiro.

Facebook
WhatsApp
Email

Deixe o seu comentário!

Este site utiliza cookies. Ao navegar no site estará a consentir a sua utilização. Saiba mais sobre o uso de cookies.