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13/04/2015
Tiro; conheça um pouco mais dessa modalidade Olímpica na Bahia
Por Heron Lessa

O Bahia Prime conversou com o presidente da Federação Baiana de Tiro, Jodson Gomes Edington Jr. que explicou um pouco mais dessa modalidade olímpica e como a Bahia vem crescendo nesse esporte. “Temos hoje atiradores que vem se destacando muito no cenário nacional, e certamente, vamos ter alguns nomes em jogos olímpicos em alguns anos”. Confira esse bate-papo.

Bahia Prime: Fale um pouco desse esporte e como é a aceitação dele na Bahia?

Jodson Gomes: Fazendo um breve resumo. Em 1981 foi fundado um clube aqui em Salvador, que foi a Associação Baiana de Tiro Esportivo, onde a maioria dos atiradores eram policiais militares e alguns civis. Eu trabalhava na época com armas e munições, numa loja com meu pai, e fomos convidados para participar e criar esse grupo. Em 1985, fomos chamados pela Federação Alagoana para conhecer a modalidade de tiro e fazer um intercâmbio. Na época, por um convite do presidente, o Major Mário Sérgio. Muitos militares não puderam ir, e eu fui juntamente com um pequeno grupo. E lá, ele nos apresentou a modalidade olímpica. Tanto é, que eu tinha uma arma olímpica e não sabia para que servia, qual sua função dentro do esporte. E terminou que gostamos tanto, que nos inscrevemos na Federação Alagoana para termos o direito de participar do primeiro Norte-Nordeste. Então o primeiro campeonato dos atiradores da Bahia, foi através da equipe de Alagoas. Como era a primeira vez, não estávamos preparados e por isso erramos muito, eu mesmo fui desclassificado, enfim. Serviu como aprendizado. No ano seguinte (1986), eu fui novamente e ganhei uma medalha de bronze. Em 1987, junto com alguns companheiros, resolvemos fundar a Federação Baiana de Tiro Esportivo. E já no primeiro torneio pela Federação Baiana, já conquistei uma medalha de ouro. Então, três não depois de começar do zero, chegamos ao topo com essa medalha. E isso nos empolgou, e começamos a divulgar, fazer cursos, eu montei um centro de treinamentos, uma escola, e trazia cursos para a Bahia, tanto como tiro básico como modalidades esportivas. O esporte vem crescendo muito tanto na Bahia como no Brasil. Hoje a Federação Baiana tem quase 900 inscritos, sendo que desses, 400 estão ativos, praticando. Isso na Federação. Porém, devemos ter mais de 2 mil pessoas praticando o tiro na Bahia. É sempre bom lembrar que existe uma legislação específica para esse tipo de esporte, locais, documento específico, então, não é somente pegar uma arma e começar a praticar. Não é assim que funciona.

BP: Fale um pouco dessas modalidades.

JG: No tiro existem várias modalidades, algumas olímpicas e outras não. Hoje devemos ter mais ou menos umas cinquenta modalidades sendo praticadas na Bahia, claro que nem todas são olímpicas. Não existem categorias para as olimpíadas, só a separação de Dama (mulher) e homens, isso para os jogos olímpicos. Essas categorias e divisões, só existem nos campeonatos, como Juniors, máster, e por ai vai. O tiro envolve muito o lado psicológico, o lado técnico. E isso no decorrer do tempo, os atiradores vão se adequando a esses detalhes e aprimorando sues resultados.

BP: Como está o incentivo para o esporte?

JG: Hoje infelizmente o tiro bate de frente com o velho problema dos patrocinadores, pois tanto a Confederação Brasileira como a Federação Baiana não tem condições de manter esses atletas, que acabam tendo que se virar para poder custear as viagens e equipamentos de treinos. Infelizmente a mídia não da espaço para nós, e isso nos prejudica muito, pelo fato de não sermos vistos.

BP: Como está a Bahia no cenário nacional em relação a atiradores de ponta?

JG: Atualmente nós estamos com alguns atiradores já a nível nacional, há algum tempo representando bem a Bahia e estando sempre entre os três primeiros colocados. Temos atiradores em algumas modalidades que conquistaram ano passado 4, 5 títulos nacionais. Temos o Ari Sérgio, que vem se destacando até em torneios internacionais e vem se dando muito bem, tendo uma boa representatividade. Estamos hoje numa luta para trazer algumas modalidades olímpicas para a Bahia, o que vai nos colocar ainda mais fortes no cenário nacional. Então temos que trabalhar, batalhar mais essas modalidades olímpicas. Nós temos um potencial muito grande na modalidade de tiro ao prato, que do ponto de vista do público, é a modalidade mais bonita, que tem uma resposta mais imediata. Estamos trabalhando muito na Federação para tentar trazer equipamentos, máquinas para treinar esses atletas, que com certeza poderão mais na frente dar bons frutos e defender a Bahia e o Brasil em competições nacionais e internacionais.


BP: Como estão as seletivas para os jogos do Rio? Temos chances de ter atiradores baianos nas olimpíadas de 2016?

JG: As seletivas estão acontecendo, porque essas vagas para os jogos olímpicos são definidas pelo ranking, e as provas acontecem durante todo o ano. Então todos têm chances, porém, nós não temos hoje atletas que possam ir para as olímpiadas do Rio. Temos atletas com potenciais para as próximas olímpiadas, com treinamentos específicos e tal, mais para essa, não. Temos que diferenciar as coisas. Ser atirador é uma coisa, ser atleta é outra. E ser atleta de alto rendimento, é totalmente diferente. Então, tudo isso envolve vários fatores, não é só chegar, participar, ir a torneios, viajar, comprar as melhores armas. Tem todo um lado que requer planejamento, pois só assim, os resultados podem ser alcançados. Para essa olimpíada não, mais certamente para as outras, teremos nomes da Bahia.

BP: Em relação a valores, o tiro é um esporte carto de se praticar?

JG: Inicialmente sim. Porém, não tão caro como o Hipismo, a Vela, esportes de Bicicleta, enfim. Todas as modalidades olímpicas de ponta e torneios internacionais, as armas são de fora do país. E isso, claro, encarece esses equipamentos. Mas têm armas que custam de R$5,6 mil reais, chegando até R$ 40 mil. Isso depende da modalidade, depende do objetivo no esporte, e por ai vai. Agora sempre diferenciando, armas de tiro por hobby e armas para disputa de torneios.

BP: Como é a estrutura da Federação hoje?

JG: A federação hoje não tem uma sede. Temos alguns centros e clubes que usamos para esses torneios e treinamentos. Esses espaços existem encontros, e a Federação sempre está presente e de uma forma bastante participativa. Nós geramos cursos tanto para árbitros como para um melhor desempenho dos atletas, então o incentivo está sempre presente da Federação para os clubes. - Hoje a federação está enxuta, com diretores que estão trabalhando muito para alavancar ainda mais o tiro no Estado. Temos as contas em dia, então o trabalho está sendo feito e direcionado para que possamos nos estruturar e poder melhorar nosso desempenho mais na frente.

BP: Como funciona o calendários dos campeonatos?

JG: Nós temos um calendário estadual e esse calendário tem diversas modalidades, com provas inclusive online, em alguns clubes. E temos o brasileiro realizado pela Confederação, com provas também online, onde os resultados são computados e lançados no sistema. Mas também existem as provas regionais, as provas presenciais, com a pressão da torcida, o adversário atirando do seu lado, enfim. E existem os torneios internacionais, que são divulgados pela Confederação.

BP: Quem tem interesse em praticar o tiro hoje, como faz?

JG: Primeiro ele pode entrar no site, e conhecer os clubes, as entidades. Segundo é bom que ele olhe a legislação, e se enquadrando, ele pode procurar os clubes e atendendo as exigências desse clube, começar a praticar. Então, a entrada é através de um clube de tiro.


BP: Aproveitando sua experiência no esporte, no tiro, o Brasil tem chances de medalha nessa olimpíada?

JG: Sim. Hoje alguns atiradores estão num nível técnico muito bom. Claro, que a questão de atirar em casa pode ser um fator que ajude ou não, dependendo da pressão da torcida. Mas temos atiradores com resultados muito expressivos pelo mundo, e o que vai diferenciar mesmo será o lado psicológico, porque em questão de resultados, estamos sim na briga. Claro que em relação à estrutura, o Brasil ainda fica atrás de muitos países, que tem o tiro na veia, como uma coisa cultural. Além dos incentivos, que são realmente altos, em relação a nós. Porém, isso tudo se derruba com foco e treinamentos, basta querer.

Jodson é o principal nome da história do Tiro na Bahia e um dos principais no país, com participação em três Pan-Americanos: Cuba (1991) – Medalha de Prata; Argentina (1995) – Medalha de Bronze, Canadá (1999) – 7º colocado. Além dos bons resultados, Jodson acumula alguns recordes na carreira, como o Brasileiro e Pan-Americano de Pistola Livre.“Eu sempre acreditei minha vida toda que os resultados vêm com muito trabalho. O foco é de estrema importância, em tudo que você faz na vida. O esporte é um campo vasto e cabe todos os sonhos e metas. Basta nós escolhermos”.

As mulheres estão praticando também o tiro, como Melissa Silva na modalidade de 'Tiro ao Prato', confira o vídeo.

por: Bahia Prime

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